Segunda-feira, 14 de Agosto de 2006

VAGUEIA EM MIM!

 

Estranhamente…
apetece-me adormecer os dias,
agarrar as noites cruéis,
passar a mão no espelho,
olhar a imagem sangrando
e cair na morte do Tempo!
Estranhamente…
os ciclos tortuosos voltaram,
as paisagens mortas no mar
vagueando em serras
com carris aguçados
esperando ansiosos pelo sabor do corpo
que se passeia cansado, e derrotado pela Vida!
Estranhamente…
as imagens sucedem-se
o filme decorre nos cenários conhecidos,
vazios, com fundo de inspirações desgastadas
pelo masoquismo, e aplicação do verbo amar!
Estranhamente…
a calma aparente derrota-se em batalhas
travadas dentro da alma que geme, que sente,
que se perde pelos longínquos caminhos
da voz que se escuta e diz: … calma…
mas a celebre calma, não existe!...
Extinguiu-se nos dias adormecidos
e atirados às noites cruéis !


©{{coral}}
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sinto-me: pensativa...
música: A de fundo do blog...
publicado por {{coral}} às 21:54
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8 comentários:
De Sonho Fiel a 15 de Agosto de 2006 às 14:05
Às vezes a energia amorosa que nos persegue vagueia na nossa alma ...
Pareces estar triste, pelo menos é o sentimento que é transmitido no poema, não fiques...Eu sei que é muito "nada" dizer: "não fiques triste". Mas é verdade..Não te movas tanto pelos pensamentos desmotivantes e crê mais em ti mesma para conseguires alcançar o dia claro e não a noite cruel..
Eu gosto do registo deste teu poema, nunca desgostei de nenhum, todos têm uma aura que reflecte a apaziguação ou angustia do ser.
Obrigado por comentares o meu post das fotográfias.
Beijinhos
De Marluce a 15 de Agosto de 2006 às 18:38
Olá {{coral}}
Mais um poema arrasante de definição em dor. O ar que ele transpira dá azo a que os sentimentos sejam desgastados no Tempo. Esta dor que sufoca um coração que parece de ouro desamado pela pessoa a quem «penso» dirige o seu escrito. Alguém que só pode ser cego a este amor, ou um ser cruel que a mata aos poucos e não sabe reconhecer que a felicidade e o amor não acontecem muitas vezes na vida de uma pessoa, que triste ser pode passar ao lado de uma pessoa tão real, tão cheia de vida, tão vibrante nos sentimentos. Minha amiga sem a conhecer, já conheço a sua alma magestosa, e cheia de real para se dar aos outros. Espero que nunca desista desta luta de dar aos outros o ser que é.
Bem haja por existir neste cantinho belo cheio de magia.
Mar_luce

PS: Deixe que esse homem morra no seu coração, até por que ninguém merece sofrer o que ele a faz sofrer. Só um burro, ou crueldade em pessoa pode passar ao lado de si. Ele não é merecedor de ser amado desta forma
De Raquel Cruz a 15 de Agosto de 2006 às 19:24
{{coral}}
Não se pergunte como vim parar aqui ao seu blog, vim simplesmente por te-lo visto anunciado algures.
Quero deixar-lhe o imenso apreço pela brilhante pagina, só uma pessoa de bom gosto e diferente pode maravilhar os outros desta forma. Gosto de tudo, os poemas, a musica, a apresentação, as imagens que escolhe para ilustrar os seu poemas, enfim destaco que a sua alma deve ser uma luzinha numa noite escura. Procure sempre a paz, nunca deixe que os pés de alguém se coloquem por cima dum delicado caminho como o seu. Brilhante forma de cantar poesia em dor, cantando ou chorando o mar. Já a tinha lido faz alguns anos numa pagina que existia na internet, sou sua fã. Continue a dar tudo para deliciar o seu publico. Cante que todos a vão aplaudir, publique que esgota os escaparates das livrarias. A dor que transporta é tão real.
Um beijo da
Raquel Cruz
(essa mesmo que está a imaginar, a tal que fez alguns titulos de...)
De Marinhais a 16 de Agosto de 2006 às 02:04
{{coral}}
nesta fria madrugada de verão nada melhor para aquecer a noite que este poema estranhamente gelado, sem ser estranho em gemidos, nem dores.
Li os comentários que me antecedem, pouco mais tenho a acrescentar, só mesmo reforçando a minha simpatia e admiração por tudo quanto nos dá de sabor e sentir à nossa alma.
Visito sempre esta pagina com muito carinho.
Um beijo da
Marinhais
De Perdido a 17 de Agosto de 2006 às 22:32
Estranhamente....... este poema fez-me sentir o que muita gente sente por si, o celebre amor. Por muito estranho que pareça conheço a pessoa a quem escreve tantos poemas. Estranhamente percebo depois de ter visitado toda a página que é um amor (impossível) sabendo o porquê. Estranhamente aconselho-a (mate esse amor) para sempre.
Estranhamente dou por mim a gostar de si.
Perdido no tempo
De Menina do Rio a 19 de Agosto de 2006 às 00:13
Se pudessmos adormecer os dias não haveriam círculos tortuosos nem paisagens mortas ao mar. Nem as batalhas que fazem a alma gemer.
Lindo!
Tem um belissimo fim de semana!

beijos
De Sonho Fiel a 19 de Agosto de 2006 às 21:38
Teresinha;

Passa no meu blog, assim que poderes. :)
Beijos.

É sempre bom reler os teus poemas.
De Menina do Rio a 21 de Agosto de 2006 às 02:04
Como ja havia deixado meu coment, só vim te desejar uma bela semana!!
Beijos

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