Quarta-feira, 13 de Setembro de 2006

HISTÓRIA DO (MEU) TEMPO

 


Tenho de falar do tempo…
por isso coloquei um relógio
na mesa, e começo este poema
a passo de caracol…
porque o ponteiro das horas assim anda!...
Passo aos minutos do tempo
a passo de girafa,… e os
segundos voam como os pardais!
Tempo,
que tempo tenho para falar?
vou resolver este assunto com
o meu cronómetro!..
Pronto,
Assim está melhor!...
Tempo,
queixas do tempo?...  tenho imensas!
Se chove… é uma chatice
fico zangada,  acima de tudo, molhada!
Se não chove… chatice é!
É uma seca, como esta que está instalada!
Seca…
tanto do tempo, como do poema!
Tempo,
eu recordo (alguns) momentos…
os bons momentos que vivi do tempo
mas hoje, o tempo vive-me,
é uma estranha vivência!...
Porque todos nos queixamos do tempo?... mas,
e se perguntássemos ao tempo
que queixas tem de nós?..
Ele sorria e dizia:
-Desculpem, não posso perder tempo!... -
Alguém entende o que fazer,
sem tempo?...
Eu acabo este poema…
a passo de caracol…
esgotei o tempo,
lentamente, arrastando e brincando com as palavras!
Por isso,
do Tempo só digo:
« Um espaço que atravesso desde que fui parida,
até ao momento que der aquele célebre… “Ai”
me fechem os olhos… e pense: Morri!
Depois oiça aquela bela frase que estamos tão habituados:
«-Tão boa senhora, enquanto esteve no tempo!...»
Aí sorrirei…
porque somente lhes deixarei,
este meu pó feito cinza do tempo
que aqui vivi!
Este foi o tempo,
o tempo que vos ocupei na leitura da
“História do (meu) tempo" !


©{{coral}}
... sempre a escrevinhar…
Reservados os direitos de autor
Textos e poemas registados na SPA

música: Paulo Gonzo - Sei de côr
publicado por {{coral}} às 23:25
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6 comentários:
De carla a 14 de Setembro de 2006 às 03:45
Fantástica brincadeira poética que fazes com o (teu) tempo!
Tá soberbo!
Só mais uma coisa que me ocorre....nunca te esqueças que o (teu) tempo é apenas uma cabeça de alfinete no tempo da vida (existência) e nunca te esqueças de fazer o que o nosso amigo do norte te disse para fazeres!
Bjoca grande
>*<
carla
De Marluce a 14 de Setembro de 2006 às 13:02
{{coral}}
Não lhe conhecia esta face diferente de poesia, gosto da forma de brincar com as palavras linha a linha. Dei uma valente gargalhada quando li a pergunta e a resposta do, e ao Tempo :)))) .
A sua sensibilidade até a brincar com as palavras é um encanto.
Adorei é o que posso dizer.
É de poeta.

Beijo
Marluce
De Alexandra a 14 de Setembro de 2006 às 13:07
Olá {{coral}}
Essa forma de poemar é de maestrinha, a forma de "brincar" com as palavras está realçada linha a linha, o Tempo é o culpado da nossas fugas quando não queremos ter tempo. Bom já li o poema 3 vezes, continuarei sempre a ler e a sorrir. Muito bom poeta.
Voltarei todos os dias
Beijo
Alexandra
De SonhoFiel a 14 de Setembro de 2006 às 19:20
Ampulheta desgastando tempo, horas, segundos miléssimos de segundos, tempo . . . tic tic tac silêncioso, areia que escorregue para a divisão das memórias...

Também já é tempo de retirares esta MÚSICA:


De woman's secret a 15 de Setembro de 2006 às 21:49
O tempo, no compasso lento das horas...
Beijos
De nadir a 15 de Setembro de 2006 às 21:49
De passagem e a correr para te desejar um bom fim de semana.
Beijinhos

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