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Palavras da coral

"Um mar de palavras de onde sairá uma tela colorida." "O mar é a minha inspiração, é o meu refúgio nas boas e más horas, descansa-me… e recolhe-me! O mar será sempre a minha casa… e

Calendário

Vozes...

29
Set06

SE EU NÃO VOLTAR, NÃO CHORES!

{{coral}}

 

Se eu não voltar, não chores!
recorda apenas os nossos dias de sol,
os nossos suores, os nossos sorrisos,
as chuvas que acolheram o amor que nos demos!
Sorri à minha sombra fugidia
e vive, vive profundamente
envolto no verde das tuas lágrimas,
na esperança peregrina de bem pensar,
na esperança dum amanhã melhor!

Sinto que vou partir,
mas se não voltar, não chores!

Vou partir para muito longe, mas
acompanhar-te-ei por toda a parte,
guiarei tua escuridão para a Luz,
limparei teu coração de mim,
para que ele volte a AMAR
libertarei teus pensamentos e,
voltarás a sonhar!

Sinto que vou partir,
mas se não voltar, não chores!

Limpa as lágrimas que caem na tua face
não chores por mares que não merecem,
não sejas rogado aos sorrisos,
não sabe bem chorar por quem não merece!
Sabe bem sorrir à lua cheia, gritar ao rio
os teus lamentos, as tuas desventuras,
as tuas palavras, enfim… escuta-te!

Sinto que vou partir,
mas se não voltar, não chores!

Limparei teu coração de mim,
habitarei nas tuas recordações,
de novo virá alguém,
alguém que te dará ilusões, e
tu renascerás para o AMOR!

Sinto que vou partir,
mas se não voltar, não chores!

Parto de mansinho...
para não acordar o teu sonho!


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... escrevinhando…
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Textos e poemas registados na SPA

 

 

27
Set06

EXISTEM ANJOS…

{{coral}}

 

Existem anjos colados
ao teu corpo,
abençoando o teu nascimento!
Desenham-te os olhos claros,
os lábios bem delineados,
sinais evidentes na pele clara!
Anjos cantaram o teu nascimento,
abriram o céu, fizeram-te ave de um
imenso planalto abrindo tuas asas ao mundo!
Anjos guardam a tua vida,
caminhada extensa de alguns sofrimentos,
desilusões a rolar no coração enorme e,
tão guardado no varandim dos sentimentos!
Anjos adormecem a noite,
cantam-se silêncios de chuvas,
calam-se serras inóspitas,
deslumbram-se estrelas que recebem
o sorriso da lua e,
ditam-se frases de Salomão!
Existem sempre anjos
embrulhados em túnicas de veludo,
que adornam o chão traçado para caminhares!


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Reservados os direitos de autor
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25
Set06

AJUDA-ME…

{{coral}}

 

Ajuda-me…
a fazer luto do silêncio!
Ajuda-me…
a compor palavras de vento
dispersas por serras vazias de amor!
Ajuda-me…
a acender a lareira, queimar papéis
gastos no tempo, e que cantam palavras
esgotadas de pedir-te!...
Ajuda-me…
a abrir os braços à chuva,
molhar o rosto de sal
e, naufragar!
Ajuda-me…
a não lamentar as percas,
a não sofrer os espinhos cravados nas mãos,
e não ensanguentar as lágrimas!
Ajuda-me…
colocando no meu corpo o peso do escárnio,
da insensatez, do desamor,
empurra-me no nevoeiro do recanto, e faz-me
comer as memórias!
Ajuda-me…
a silenciar os cânticos do mar, do vento,
da tempestade, e embrulha o meu corpo
no manto do pecado!
Ajuda-me…
a atirar as rosas ao mar…
elas ajudar-te-ão a secar as lágrimas do perdão!
Não me ajudes…
a conhecer a decisão final
porque ela está escrita na palma da tua mão!…


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22
Set06

PARA TI… DE MANSINHO!

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Entras de mansinho
no meu mundo,
que de mágico, é nosso!
Entras de mansinho
no fio que entrelaça
o meu coração!
Entras de corpo e alma
no meu mundo, parece que foi hoje…
mas  o fantástico e surpreendente,
é que foi ontem!...
Esse ontem que faz tempo,
nesse  Setembro 12,
fomos  afagados pela leve brisa marítima.
No caminho de hoje
somos pedra com algumas fissuras…
mas de forte solidez.
A magia do nosso mundo
fazemo-la nós…
em tons da lava do vulcão!



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17
Set06

IMAGINA-TE SENDO UMA PEDRA !

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Imagina-te sendo uma pedra…
Imagina-te…
pisada, atirada, cuspida, e até esfacelada!
Quantas pedras na calçada
gemem de dor, sofrem horrores, e são
enxovalhadas?...
Pois…
repara o chão que pisas,
quantas vezes uma pedra está
no bonito enfeite duma calçada?
quantas estarão sem ânimo?
quantas deverão estar em mãos,
para serem arremeçadas??
Pensa, quando pisares um chão...
a dor que sofrerias, sendo pisado!...
Imagina só por segundos...
o quanto de bela tem uma pedra,
as fissuras que ela tem,
dadas pela erosão!...
O quanto dela se dá,
quando é cama dos maltratados da vida!
O quanto sofre uma pedra...
sendo atirada sem justificação!
Assim, recomendo...
observem as pedras, sejam elas
belas, singelas, negras, e grandiosas…
todas elas têm uma história para contar!…
Assim,
antes de a pisares,
quando teus pés assentares
dá ao pensamento…lugar e,
em vez de a ignorares,
pensa dar-lhe um sorriso carinhoso
ou abrir-lhe o teu coração,
nada melhor que uma preciosa e muda pedra,
para nossos segredos… guardar!
Imagina-te sendo…
a alma de uma qualquer pedra!


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15
Set06

SETEMBRO!

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Setembro é mês marcante.
Setembro é mês de vida.
Mês do meu progenitor.
Mês da menina dos meus olhos.
Mês de luz, encanto, e de muita fantasia.
Setembro das marés vivas
onde as sereias cantam ao luar.
Setembro de chegadas e partidas,
de entregas e despedidas.
Setembro de mim e de ti, da vida dividida
entre o mar e o rio.
Setembro de virgens equilibradas,
tão doces e tão amargas,
são belas enfeitiçadas, pintadas num belo mural.
Setembro com o sol  a dormir mais cedo,
entre a lua arrefecida,
do cheiro aberto ao outono.
Setembro de nuvens a debulharem-se em gotas
que se cantam felizes em chuva.
Setembro em mim,  é vida!


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13
Set06

HISTÓRIA DO (MEU) TEMPO

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Tenho de falar do tempo…
por isso coloquei um relógio
na mesa, e começo este poema
a passo de caracol…
porque o ponteiro das horas assim anda!...
Passo aos minutos do tempo
a passo de girafa,… e os
segundos voam como os pardais!
Tempo,
que tempo tenho para falar?
vou resolver este assunto com
o meu cronómetro!..
Pronto,
Assim está melhor!...
Tempo,
queixas do tempo?...  tenho imensas!
Se chove… é uma chatice
fico zangada,  acima de tudo, molhada!
Se não chove… chatice é!
É uma seca, como esta que está instalada!
Seca…
tanto do tempo, como do poema!
Tempo,
eu recordo (alguns) momentos…
os bons momentos que vivi do tempo
mas hoje, o tempo vive-me,
é uma estranha vivência!...
Porque todos nos queixamos do tempo?... mas,
e se perguntássemos ao tempo
que queixas tem de nós?..
Ele sorria e dizia:
-Desculpem, não posso perder tempo!... -
Alguém entende o que fazer,
sem tempo?...
Eu acabo este poema…
a passo de caracol…
esgotei o tempo,
lentamente, arrastando e brincando com as palavras!
Por isso,
do Tempo só digo:
« Um espaço que atravesso desde que fui parida,
até ao momento que der aquele célebre… “Ai”
me fechem os olhos… e pense: Morri!
Depois oiça aquela bela frase que estamos tão habituados:
«-Tão boa senhora, enquanto esteve no tempo!...»
Aí sorrirei…
porque somente lhes deixarei,
este meu pó feito cinza do tempo
que aqui vivi!
Este foi o tempo,
o tempo que vos ocupei na leitura da
“História do (meu) tempo" !


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12
Set06

DESCER AOS NOSSOS CORPOS

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Descer aos nossos corpos
é sentir o veludo do amor,
descer ao sentimento
no corredor das palavras,
é sentir o imenso doce
daquele olhos nos olhos,
descer ao puro ar do amor!
Descer aos nossos corpos
é unir o calor dos ventos,
é sentir toda a paixão,
que as palavras não traduzem,
porque a mudez se instala
quando os lábios tudo sabem traduzir!
Descer aos nossos corpos
é tudo o que a realidade sabe dar,
na alvura dos lençóis que se desfazem,
na ânsia de se fazerem transpirados,
recebendo nosso calor!



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08
Set06

SEMPRE QUE PEGO NA CANETA

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Sempre que pego na caneta
acontece qualquer coisa,
podem acontecer somente
palavras,
um desenho,
um arabesco,
ou  sair um poema!
Sempre que pego na caneta
sai a minha forma de estar,
sai a minha simplicidade,
sai o amor,
sai o meu mar!
Sempre que pego na caneta
penso em ti,
nesses olhos que me perturbam!...
Penso no teu ar tão saudável...
olho o teu caminhar hirto,
o sorriso descontraído,
penso em nós,
penso no nosso amor!
Sempre que penso…
saem as imagens de tudo o que é nosso, e
chego
...a ti, meu amor!



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07
Set06

O SOM DO MAR!

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Dedilho o som do mar
Recebo o brilho da lua cheia
Destaco nesse brilho
A cor dos teus olhos!
Dedilho o som do mar
Adormeço nesse som
Acompanhada pelo calor
Que me chega do teu corpo!

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