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Palavras da coral

"Um mar de palavras de onde sairá uma tela colorida." "O mar é a minha inspiração, é o meu refúgio nas boas e más horas, descansa-me… e recolhe-me! O mar será sempre a minha casa… e

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Vozes...

29
Mar07

CORPOS

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Coloco o meu corpo,
nas tuas mãos.
Amas-me todos os dias…
Respiras o meu cheiro,
a minha ânsia.
Serás sempre a minha pele!
Colocas o teu corpo,
nas minhas mãos.
Amo-te todos os dias…
Sou a tua ânsia,
a tua exaustão,
porque sou a tua pele!



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... escrevinhando…
Reservados os direitos de autor
Textos e poemas registados na SPA

20
Mar07

QUANDO TE PEÇO…

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Quando te peço mais…
um pedaço de vida,
trespasso a alma em privação,
apalpo os teus lábios
com a ponta dos dedos…
sonhos esquecidos revivem,
adormecem, e fantasiam-se!
Quando te peço mais…
um pedaço de ti,
o meu coração bate acelerado,
com o feitiço dos teus olhos,
deslizo as minhas mãos,
no suor do teu corpo,
em finos lençóis que nos envolvem!
Quando te peço mais…
um pedaço de ti,
deixo-me envolver no mar,
que tudo me dá,
tudo abençoa,
e tudo recebe, em desabafo!


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19
Mar07

MEU PAI...

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 Todas as palavras
 que te dedico são idênticas!
 Cada ano que passa...
 mais te lembro!
 Eras meu anjo protector,
 meu ombro forte, e amigo,
 meu sorriso, quando as lágrimas
 teimavam em saltar...
 E agora??
 Olho as nuvens, e o céu,
 tento esconder as mágoas, e
 porque as palavras são idênticas,
 eu queria abraçar-te,
 deitar a minha cabeça no teu ombro
 contar-te as alegrias, as tristezas, e
 adormecer em ti!
 Todos os dias te lembro!
 Hoje queria ter-te ao pé de mim,
 Meu Pai!
 


 
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15
Mar07

Parabéns Mãe

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Pelas suas 79 primaveras dou-lhe flores, e um poema de um poeta que muito admiro!

 

POEMA À MÃE

No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.



Eugénio de Andrade

 

03
Mar07

ABRO…

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Abro o bolso do silêncio,

procurando as palavras adormecidas…

o bailar dos gemidos

que estão nos meus ouvidos,

a ausência do teu corpo,

esta ansiedade de te amar…

esta busca dos beijos

que queimam as nossas bocas!

Abro o bolso do silêncio,

demorando a noite,

unindo espaços vazios,

procurando nas palavras adormecidas…

um puzzle quente,

nas mãos que se buscam

em imagens feitas de suor!

 

 

 

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